Um vinho produzido na Região Demarcada do Douro foi leiloado em Luanda pelo valor mais elevado de sempre para um vinho português: 21.600 dólares, o equivalente a 14.800 euros. A receita obtida com a venda da garrafa de 18 litros do vinho tinto Benfeito (2008) da empresa Olivewine vai reverter a favor da proteção da palanca negra, animal símbolo de Angola e em vias de extinção.
Durante quase uma hora, Manuel Silva, administrador de uma das maiores empresas de venda de vinhos a retalho em Angola, e Carlos Andrade, administrador da SeaTrade e um dos acionistas da OliveWine, disputaram a garrafa em leilão no jantar de lançamento do vinho Benfeito no país africano, que contou com a presença de cerca de 100 personalidades angolanas.
O vinho acabou por ser arrematado pelo primeiro por um valor inédito. No entanto, "para a palanca não há preço", disse Manuel Silva ao Jornal do Norte, acrescentando que a nova garrafa já foi colocada junto da sua coleção privada de vinhos, uma vez que se trata de "uma relíquia".
Os dois enólogos a quem pertence a autoria do vinho, Pedro Sequeira e Ricardo Guerra, congratularam-se com o sucesso do néctar português. "Esta é uma notícia muito importante para os vinhos portugueses, mas sobretudo para a região do Douro. No rótulo do Benfeito damos bastante ênfase à origem do vinho, sublinhamos que é feito na mais antiga Região Demarcada do Mundo, atualmente reconhecida pela UNESCO como património da Humanidade", sublinha Pedro Sequeira ao mesmo jornal.
Já para Ricardo Guerra, "os resultados do leilão vão ajudar muito a impulsionar as vendas do vinho Benfeito, mas também dos restantes vinhos portugueses" que são, atualmente, destinados sobretudo a Angola, que absorve 27% do volume e 17% do valor das exportações.
Um vinho solidário
De sublinhar que o Benfeito é um projeto que vai além da mera produção de vinho. Elaborado a partir de vinhas velhas e criado por quatro amigos, tem como objetivo a exportação e a elevação do nome do Douro mas também o apoio a causas sociais em cada país de destino.
Segundo os responsáveis, há já outras nações em vista além de Angola, nomeadamente Brasil e China, onde os vinhos terão rótulos originais "de acordo com as causas locais" que irão ser apoiadas e às quais será direcionada uma parte da venda das garrafas.
in Boasnoticias - 10/03/2012
sábado, 10 de março de 2012
Leiria: Cadeira de rodas inteligente e de baixo custo
Um grupo de estudantes do Instituto Politécnico de Leiria criou um protótipo de uma cadeira de rodas inteligente e de baixo custo. Trata-se de um equipamento convencional revolucionado com a adaptação de um "kit" de motorização amovível que facilita a movimentação autónoma dos portadores de deficiência, quer através de um "joystick", de comandos de voz ou até do movimento da íris.
Ricardo Martinho, coordenador da licenciatura em Informática para a Saúde, no âmbito da qual foi desenvolvido este projeto, explicou ao Boas Notícias que "os materiais utilizados foram praticamente todos reciclados" e incluem, além da cadeira de rodas tradicional, isto é, não motorizada, "motores DC, baterias, um portátil, duas webcams, um capacete" e mais algum material como interruptores e fios.
Para Ricardo Martinho, as principais forças desta inovação são, por um lado, o baixo custo e, por outro, a possibilidade de acoplar o módulo de motorização amovível a uma cadeira de rodas tradicional e removê-lo conforme se pretenda.
O responsável salientou que "o custo de uma cadeira de rodas elétrica começa nos 3.000€, sendo que esta não possui qualquer tipo de processamento 'inteligente' de dados", ao contrário do protótipo dos estudantes cujo custo de produção ronda os 1.000€, incluindo portátil, sensores, webcams, motores e bateria.
Angariar parceiros e financiamento
Além disso, o "kit" de motorização poderá ser colocado e retirado mediante a vontade do utilizador e "deverá ainda poder facilmente comutar-se entre o modo 'autónomo' e o modo 'manual', onde o próprio utente ou um auxiliar possa conduzir manualmente a cadeira".
Outro benefício, acrescentou Ricardo Martinho, tem a ver com a possibilidade de uma organização de saúde gerir os "kits" amovíveis que possui "e facilmente reutilizá-los" em diferentes cadeiras de rodas normais, não sendo necessária a aquisição de um módulo por cadeira.
No que respeita ao futuro, Ricardo Martinho garantiu que vão ser feitos "todos os esforços para angariar parceiros e financiamento para a produtização desta ideia". Neste âmbito, o grupo vai "refinar o protótipo, com as colaborações das áreas da Engenharia Mecânica e Eletrotécnica" e concorrer a projetos como o FCT ou o QREN para colher apoios monetários.
Em paralelo, o coordenador afirmou que os estudantes de Informática da Saúde serão incentivados a desenvolver versões futuras do protótipo como projeto de final de curso. Isto porque "um dos objetivos é precisamente servir para preparar os estudantes para o mercado de trabalho e um grande propósito do nosso ensino é a sua vertente do saber fazer", concluiu.
in Boasnoticias - 10/03/2012
Ricardo Martinho, coordenador da licenciatura em Informática para a Saúde, no âmbito da qual foi desenvolvido este projeto, explicou ao Boas Notícias que "os materiais utilizados foram praticamente todos reciclados" e incluem, além da cadeira de rodas tradicional, isto é, não motorizada, "motores DC, baterias, um portátil, duas webcams, um capacete" e mais algum material como interruptores e fios.
Para Ricardo Martinho, as principais forças desta inovação são, por um lado, o baixo custo e, por outro, a possibilidade de acoplar o módulo de motorização amovível a uma cadeira de rodas tradicional e removê-lo conforme se pretenda.
O responsável salientou que "o custo de uma cadeira de rodas elétrica começa nos 3.000€, sendo que esta não possui qualquer tipo de processamento 'inteligente' de dados", ao contrário do protótipo dos estudantes cujo custo de produção ronda os 1.000€, incluindo portátil, sensores, webcams, motores e bateria.
Angariar parceiros e financiamento
Além disso, o "kit" de motorização poderá ser colocado e retirado mediante a vontade do utilizador e "deverá ainda poder facilmente comutar-se entre o modo 'autónomo' e o modo 'manual', onde o próprio utente ou um auxiliar possa conduzir manualmente a cadeira".
Outro benefício, acrescentou Ricardo Martinho, tem a ver com a possibilidade de uma organização de saúde gerir os "kits" amovíveis que possui "e facilmente reutilizá-los" em diferentes cadeiras de rodas normais, não sendo necessária a aquisição de um módulo por cadeira.
No que respeita ao futuro, Ricardo Martinho garantiu que vão ser feitos "todos os esforços para angariar parceiros e financiamento para a produtização desta ideia". Neste âmbito, o grupo vai "refinar o protótipo, com as colaborações das áreas da Engenharia Mecânica e Eletrotécnica" e concorrer a projetos como o FCT ou o QREN para colher apoios monetários.
Em paralelo, o coordenador afirmou que os estudantes de Informática da Saúde serão incentivados a desenvolver versões futuras do protótipo como projeto de final de curso. Isto porque "um dos objetivos é precisamente servir para preparar os estudantes para o mercado de trabalho e um grande propósito do nosso ensino é a sua vertente do saber fazer", concluiu.
in Boasnoticias - 10/03/2012
Autoeuropa vai produzir para Porsche e Bentley
A Autoeuropa anunciou que, dentro de um ou dois anos, vai produzir moldes para as marcas Porsche e Bentley. Para assegurar a sustentabilidade económica da empresa, têm sido ainda implementadas medidas de contenção sugeridas pelos trabalhadores.
Para responder à incerteza do clima de crise económica e às variações na produção automóvel, a maior fábrica portuguesa do setor está a apostar na diversificação de produtos e a aplicação de ações que permitam o corte de "gorduras".
Aposta em novos produtos e mais exportação
A fábrica sediada em Palmela, que cria modelos como o Volkswagen Polo ou o Volkswagen Tiguan, tem agora em vista a produção de automóveis para as luxuosas marcas Porsche e Bentley
.
Também está previsto que mais modelos da Volkswagen (VW) - a principal marca com a qual a Autoeuropa trabalha - sejam exportados para fábricas do grupo no Brasil e no México.
Até agora, são produzidos na fábrica moldes para a VW na Europa, mas também para a Audi e para a Seat.
Medidas são sugeridas também pelos trabalhadores
Ontem, na conferência "Compreender a crise, encontrar soluções", que teve lugar no Porto, o diretor-geral da Autoeuropa, António Melo Pires, disse também que, no ano passado, a empresa conseguiu poupar cinco milhões de euros através de medidas propostas pelos trabalhadores em workshops semanais de melhoria contínua.
Um sexto das poupanças resultantes destes esforços é distribuída "por quem colaborou nesses workshops", explicou o diretor-geral.
A empresa está também preocupada em controlar outro tipo de "gorduras". O excesso de peso, que atinge cerca de 50% dos colaboradores da Autoeuropa, pode ser um impedimento para a eficácia no trabalho, além de representar uma ameaça à saúde.
Por esse motivo, vai ser oficialmente inaugurado, no dia 1 de Março, um espaço "dedicado à saúde e bem-estar para os colaboradores da Volkswagen Autoeuropa", explica a empresa em comunicado.
in Boasnoticias - 29/02/2012
Para responder à incerteza do clima de crise económica e às variações na produção automóvel, a maior fábrica portuguesa do setor está a apostar na diversificação de produtos e a aplicação de ações que permitam o corte de "gorduras".
Aposta em novos produtos e mais exportação
A fábrica sediada em Palmela, que cria modelos como o Volkswagen Polo ou o Volkswagen Tiguan, tem agora em vista a produção de automóveis para as luxuosas marcas Porsche e Bentley
.
Também está previsto que mais modelos da Volkswagen (VW) - a principal marca com a qual a Autoeuropa trabalha - sejam exportados para fábricas do grupo no Brasil e no México.
Até agora, são produzidos na fábrica moldes para a VW na Europa, mas também para a Audi e para a Seat.
Medidas são sugeridas também pelos trabalhadores
Ontem, na conferência "Compreender a crise, encontrar soluções", que teve lugar no Porto, o diretor-geral da Autoeuropa, António Melo Pires, disse também que, no ano passado, a empresa conseguiu poupar cinco milhões de euros através de medidas propostas pelos trabalhadores em workshops semanais de melhoria contínua.
Um sexto das poupanças resultantes destes esforços é distribuída "por quem colaborou nesses workshops", explicou o diretor-geral.
A empresa está também preocupada em controlar outro tipo de "gorduras". O excesso de peso, que atinge cerca de 50% dos colaboradores da Autoeuropa, pode ser um impedimento para a eficácia no trabalho, além de representar uma ameaça à saúde.
Por esse motivo, vai ser oficialmente inaugurado, no dia 1 de Março, um espaço "dedicado à saúde e bem-estar para os colaboradores da Volkswagen Autoeuropa", explica a empresa em comunicado.
in Boasnoticias - 29/02/2012
Alzheimer: Matosinhos segue doentes por satélite
A Junta de Freguesia de Matosinhos vai acompanhar, em tempo real, através de GPS e GSM, os movimentos dos doentes de Alzheimer da região, para combater o número de idosos que são encontrados perdidos nas ruas. Se for bem sucedido, o projeto será implementado em todo o país.
"Este projeto surge porque muitos idosos com esta patologia são encontrados nas ruas de Matosinhos, não conseguindo identificar a sua habitação e, por vezes, sem qualquer tipo de documento que os identifique, dificultando o seu retorno à família", pode ler-se num comunicado enviado esta sexta-feira à Agência Lusa.
O sistema funciona através de um chip dissimulado numa carteira, que terá um conjunto de elementos de identificação do doente. Cada família terá uma password para, a qualquer momento, abrir o sistema informático e saber onde está o seu familiar anda, explicou o autarca de Matosinhos, António Parada, à TSF .
Se o doente sair da zona prevista a família recebe de imediato um alerta e será contactada pela junta, que irá com uma carrinha ao encontro do paciente.
A Junta vai oferecer alguns dispositivos a famílias mais carenciadas, as restantes terão que comprá-lo. O objetivo é experimentar o sistema em Matosinhos para depois implementá-lo em todo o país. O projeto é oficialmente apresentado no dia 30 de Março, pelas 11 horas.
in Boasnoticias - 10/03/2012
"Este projeto surge porque muitos idosos com esta patologia são encontrados nas ruas de Matosinhos, não conseguindo identificar a sua habitação e, por vezes, sem qualquer tipo de documento que os identifique, dificultando o seu retorno à família", pode ler-se num comunicado enviado esta sexta-feira à Agência Lusa.
O sistema funciona através de um chip dissimulado numa carteira, que terá um conjunto de elementos de identificação do doente. Cada família terá uma password para, a qualquer momento, abrir o sistema informático e saber onde está o seu familiar anda, explicou o autarca de Matosinhos, António Parada, à TSF .
Se o doente sair da zona prevista a família recebe de imediato um alerta e será contactada pela junta, que irá com uma carrinha ao encontro do paciente.
A Junta vai oferecer alguns dispositivos a famílias mais carenciadas, as restantes terão que comprá-lo. O objetivo é experimentar o sistema em Matosinhos para depois implementá-lo em todo o país. O projeto é oficialmente apresentado no dia 30 de Março, pelas 11 horas.
in Boasnoticias - 10/03/2012
Portuguesa recebe prémio por identificar genes presentes em recaídas de cancros
Uma investigadora portuguesa identificou seis genes presentes em maior quantidade nos tumores da mama de mulheres que apresentam recaídas, após uma primeira intervenção ao cancro, e já testou três deles, um trabalho científico premiado que vai agora ser desenvolvido.
Sofia Braga, médica oncologista a trabalhar no Instituto Gulbenkian de Ciência, começou por querer ultrapassar a situação de, perante uma doente que acabou de ser operada devido a um cancro da mama, não conseguir prever se vai correr bem ou se vai desenvolver metástases, ou seja, se vai recair.
O seu projeto é um dos dois trabalhos de investigadores portugueses que hoje vão receber 15 mil euros cada, através das bolsas Terry Fox.
Para cumprir o sonho de Terry Fox, o jovem canadiano que atravessou o país a pé para angariar fundos destinados à investigação na área do cancro, são distinguidos em Portugal os estudos na área do transplante de medula óssea para doenças oncológicas e da relação entre as alterações centrossomais e a pior evolução do cancro da mama.
"O meu problema era, entre doentes de cancro da mama, precisar perceber qual a doente que vai correr bem e qual vai correr mal", ou seja, era uma questão de prognóstico, disse à agência Lusa Sofia Braga.
A especialista começou por debruçar-se sobre dados públicos e depois concentrou-se em dados do Instituto Português de Oncologia (IPO) para uma análise dos genes das pacientes.
"Primeiro perguntei sobre cancros da mama que corram bem e mal e depois sobre genes que estejam envolvidos na agregação de centrossomas, algo ao nível da biologia celular, e encontrei seis genes", explicou.
"A minha previsão é que existem seis genes que são mais importantes e estão em maior quantidade nos tumores das mulheres que recaem e neste momento já testei três deles em material biológico de doentes do IPO de Lisboa", avançou a investigadora.
O dinheiro da bolsa vai permitir "continuar a expandir a validação destes três genes, neste momento testados em muito poucas doentes", neste trabalho também financiado pela Fundação Champalimaud.
"Os resultados são promissores, agora vou alargar a amostra a milhares de doentes. Vou testar em larga escala para amanhã poder testar numa doente que chegue ao hospital, em concreto", salientou Sofia Braga.
A entrega das bolsas, resultantes dos fundos angariados na XVI Corrida Terry Fox Portugal, em maio de 2011, conta com a presença da embaixadora do Canadá, Heidi Kutz, da presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC)-Núcleo Regional Sul, e de um representante da Roche Farmacêutica.
A edição deste ano da Corrida Terry Fox Portugal, organizada pela LPCC, está marcada para 12 de maio, com partida no Parque das Nações.
in SICnoticias - 08/03/2012
Sofia Braga, médica oncologista a trabalhar no Instituto Gulbenkian de Ciência, começou por querer ultrapassar a situação de, perante uma doente que acabou de ser operada devido a um cancro da mama, não conseguir prever se vai correr bem ou se vai desenvolver metástases, ou seja, se vai recair.
O seu projeto é um dos dois trabalhos de investigadores portugueses que hoje vão receber 15 mil euros cada, através das bolsas Terry Fox.
Para cumprir o sonho de Terry Fox, o jovem canadiano que atravessou o país a pé para angariar fundos destinados à investigação na área do cancro, são distinguidos em Portugal os estudos na área do transplante de medula óssea para doenças oncológicas e da relação entre as alterações centrossomais e a pior evolução do cancro da mama.
"O meu problema era, entre doentes de cancro da mama, precisar perceber qual a doente que vai correr bem e qual vai correr mal", ou seja, era uma questão de prognóstico, disse à agência Lusa Sofia Braga.
A especialista começou por debruçar-se sobre dados públicos e depois concentrou-se em dados do Instituto Português de Oncologia (IPO) para uma análise dos genes das pacientes.
"Primeiro perguntei sobre cancros da mama que corram bem e mal e depois sobre genes que estejam envolvidos na agregação de centrossomas, algo ao nível da biologia celular, e encontrei seis genes", explicou.
"A minha previsão é que existem seis genes que são mais importantes e estão em maior quantidade nos tumores das mulheres que recaem e neste momento já testei três deles em material biológico de doentes do IPO de Lisboa", avançou a investigadora.
O dinheiro da bolsa vai permitir "continuar a expandir a validação destes três genes, neste momento testados em muito poucas doentes", neste trabalho também financiado pela Fundação Champalimaud.
"Os resultados são promissores, agora vou alargar a amostra a milhares de doentes. Vou testar em larga escala para amanhã poder testar numa doente que chegue ao hospital, em concreto", salientou Sofia Braga.
A entrega das bolsas, resultantes dos fundos angariados na XVI Corrida Terry Fox Portugal, em maio de 2011, conta com a presença da embaixadora do Canadá, Heidi Kutz, da presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC)-Núcleo Regional Sul, e de um representante da Roche Farmacêutica.
A edição deste ano da Corrida Terry Fox Portugal, organizada pela LPCC, está marcada para 12 de maio, com partida no Parque das Nações.
in SICnoticias - 08/03/2012
Cinema: Documentaristas portugueses fazem sucesso lá fora
Os documentários portugueses têm brilhado em festivais de cinema internacionais. A pré-nomeação de "José e Pilar" para os Óscares foi o ponto alto do sucesso português, que se tem vindo a notar no estrangeiro.
Depois da presença do documentário José e Pilar (2010) na pré-seleção dos Óscares, segue-se o exemplo de "É na Terra não é na Lua" (2011), um documentário sobre a ilha do Corvo, de Gonçalo Tocha, que vai concorrer no Festival de Cinema "É tudo verdade" no próximo dia 22, no Brasil.
Como justificação para o sucesso que se tem registado, Soraia Ferreira, produtora de cinema e cabecilha da Yellow Pictures, afirma que "as pessoas têm colocado todo o seu empenho e todo o seu esforço na história que escolhem, especialmente num documentário, e isso traduz-se no produto final". Já Dânia Lucas, a documentarista por de trás de "Gente do mar" (2006) e "Entre o céu e a serra" (2011), a estrear em 2012, explica que a evolução neste género se deve "às novas escolas de cinema e aos festivais de cinema nacionais que têm apostado no documentário, o que faz com que cada vez mais o público jovem adira".
O segredo para cativar o público - resposta unânime das entrevistadas - é a escolha de uma boa história. "Num bom documentário, o essencial é conseguir construir uma boa e forte narrativa, um bom fio condutor", afirma Dânia Lucas. Soraia Ferreira acrescenta, ainda, a importância das alterações que têm sido feitas na construção da história, ao dizer que "neste momento contar uma história já não se cinge apenas a uma plataforma", processo ao qual se chama transmedia storytelling.
Relativamente à receção perante o público português, a atenção está a aumentar mas continua a ser muito reduzida. Segundo Dânia Lucas, o documentário não é, desde há vários anos, um género elistista e começa-se a formar um público específico em Portugal. No entanto, os portugueses estão ainda muito presos ao cinema e ao documentarismo comercial, atendendo principalmente à comunicação social. "Em Portugal, tirando dois ou três festivais nacionais, a televisão não passa nada", diz.
Apesar do sucesso do documentário social, o documentário de vida selvagem ainda continua um pouco à margem da projeção exterior. Daniel Pinheiro, documentarista português especializado na área da vida selvagem, fez a sua formação no estrangeiro. Explica que não há oferta de formação por ser uma área muito específica e a melhor aposta está em países como Inglaterra, Estados Unidos da América e Nova Zelândia, alguns dos sítios onde ele próprio se formou. No entanto, é da opinião de que "as temáticas do ambiente e da natureza interessam cada vez mais ao grande público".
Perspetivas de futuro
O futuro do documentário português no estrangeiro reside, essencialmente, no investimento na área. Soraia Ferreira explica que é isso que nos distingue das grandes indústrias cinematográficas, não havendo sequer lugar para comparação. "Acho que há profissionais, a investir mas estamos a atravessar uma fase muito complicada em termos económicos, do país e da conjuntura internacional", completa.
No que toca à projeção no estrangeiro Dânia Lucas explica que cabe aos documentaristas "apostar na produção e insistir para enviar para o exterior". Daniel Pinheiro partilha da mesma opinião, sugerindo a participação dos documentaristas em forúns internacionais, festivais da especialidade e a entrar nas redes sociais, as quais "são uma grande ajuda para dar a conhecer ao público".
in jpn.icicom.up - 09/03/2012
Depois da presença do documentário José e Pilar (2010) na pré-seleção dos Óscares, segue-se o exemplo de "É na Terra não é na Lua" (2011), um documentário sobre a ilha do Corvo, de Gonçalo Tocha, que vai concorrer no Festival de Cinema "É tudo verdade" no próximo dia 22, no Brasil.
Como justificação para o sucesso que se tem registado, Soraia Ferreira, produtora de cinema e cabecilha da Yellow Pictures, afirma que "as pessoas têm colocado todo o seu empenho e todo o seu esforço na história que escolhem, especialmente num documentário, e isso traduz-se no produto final". Já Dânia Lucas, a documentarista por de trás de "Gente do mar" (2006) e "Entre o céu e a serra" (2011), a estrear em 2012, explica que a evolução neste género se deve "às novas escolas de cinema e aos festivais de cinema nacionais que têm apostado no documentário, o que faz com que cada vez mais o público jovem adira".
O segredo para cativar o público - resposta unânime das entrevistadas - é a escolha de uma boa história. "Num bom documentário, o essencial é conseguir construir uma boa e forte narrativa, um bom fio condutor", afirma Dânia Lucas. Soraia Ferreira acrescenta, ainda, a importância das alterações que têm sido feitas na construção da história, ao dizer que "neste momento contar uma história já não se cinge apenas a uma plataforma", processo ao qual se chama transmedia storytelling.
Relativamente à receção perante o público português, a atenção está a aumentar mas continua a ser muito reduzida. Segundo Dânia Lucas, o documentário não é, desde há vários anos, um género elistista e começa-se a formar um público específico em Portugal. No entanto, os portugueses estão ainda muito presos ao cinema e ao documentarismo comercial, atendendo principalmente à comunicação social. "Em Portugal, tirando dois ou três festivais nacionais, a televisão não passa nada", diz.
Apesar do sucesso do documentário social, o documentário de vida selvagem ainda continua um pouco à margem da projeção exterior. Daniel Pinheiro, documentarista português especializado na área da vida selvagem, fez a sua formação no estrangeiro. Explica que não há oferta de formação por ser uma área muito específica e a melhor aposta está em países como Inglaterra, Estados Unidos da América e Nova Zelândia, alguns dos sítios onde ele próprio se formou. No entanto, é da opinião de que "as temáticas do ambiente e da natureza interessam cada vez mais ao grande público".
Perspetivas de futuro
O futuro do documentário português no estrangeiro reside, essencialmente, no investimento na área. Soraia Ferreira explica que é isso que nos distingue das grandes indústrias cinematográficas, não havendo sequer lugar para comparação. "Acho que há profissionais, a investir mas estamos a atravessar uma fase muito complicada em termos económicos, do país e da conjuntura internacional", completa.
No que toca à projeção no estrangeiro Dânia Lucas explica que cabe aos documentaristas "apostar na produção e insistir para enviar para o exterior". Daniel Pinheiro partilha da mesma opinião, sugerindo a participação dos documentaristas em forúns internacionais, festivais da especialidade e a entrar nas redes sociais, as quais "são uma grande ajuda para dar a conhecer ao público".
in jpn.icicom.up - 09/03/2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
Mourinho é o mais bem pago do mundo
Salário de 10 milhões de euros anuais coloca José Mourinho no topo da lista dos treinadores mais bem pagos do mundo, seguido por Pep Guardiola e Guus Hiddink.
O site futebolfinance.com divulgou ontem o ranking dos treinadores mais bem pagos do mundo e, sem surpresa, José Mourinho surge no topo da tabela com um ordenado anual de 10 milhões de euros.
Na peugada do "Special One" seguem Guus Hiddink (treinador do Anzhi) e Pep Guardiola (líder do Barcelona), melhor técnico do ano 2011, ambos com um salário de 7,5 milhões de euros.
Em final de contrato, Pep Guardiola, que na época passada venceu cinco troféus, entre eles o campeonato espanhol e a Liga dos Ccmpaões, ainda não renovou pelo Barcelona, especulando-se que possa saltar para o Chelsea, por 12 milhões.
Roberto Mancini, a quem Sá Pinto levou ontem a melhor, recebe anualmente 6 milhões de euros do xeque de Abu Dhabi Mansour bin Zayed, proprietário do Manchester City, pouco mais do que Carlo Ancelotti (5,9 milhões), treinador do Paris Saint-Germain.
Futebol inglês 'mãos largas'
O veterano Sir Alex Ferguson ganha 4,8 milhões de euros no Manchester United, tanto como Kenny Dalglish, do Liverpool. Em 9.º e 10.º lugar destacam-se Arsène Wenger (Arsenal) e Harry Redknapp (Tottenham), ambos com ordenados de 4,8 milhões de euros.
Apesar de ser o futebol espanhol quem mais paga individualmente, em termos globais quem paga melhor é a Premier League, com cinco técnicos no top-10, conta que só não é superior porque André Villas-Boas foi despedido do Chelsea, onde tinha um salário superior a 5 milhões de euros/ano, e já não foi considerado neste estudo.
No ranking dos 30 treinadores mais abonados, Felipe Scolari é quem mais ganha no mercado fora da Europa, recebendo no Palmeiras 3,6 milhões de euros, mais 100 mil euros do que Diego Maradona no Al-Wasl, nos Emirados Árabes Unidos.
in Expresso - 09/03/2012
O site futebolfinance.com divulgou ontem o ranking dos treinadores mais bem pagos do mundo e, sem surpresa, José Mourinho surge no topo da tabela com um ordenado anual de 10 milhões de euros.
Na peugada do "Special One" seguem Guus Hiddink (treinador do Anzhi) e Pep Guardiola (líder do Barcelona), melhor técnico do ano 2011, ambos com um salário de 7,5 milhões de euros.
Em final de contrato, Pep Guardiola, que na época passada venceu cinco troféus, entre eles o campeonato espanhol e a Liga dos Ccmpaões, ainda não renovou pelo Barcelona, especulando-se que possa saltar para o Chelsea, por 12 milhões.
Roberto Mancini, a quem Sá Pinto levou ontem a melhor, recebe anualmente 6 milhões de euros do xeque de Abu Dhabi Mansour bin Zayed, proprietário do Manchester City, pouco mais do que Carlo Ancelotti (5,9 milhões), treinador do Paris Saint-Germain.
Futebol inglês 'mãos largas'
O veterano Sir Alex Ferguson ganha 4,8 milhões de euros no Manchester United, tanto como Kenny Dalglish, do Liverpool. Em 9.º e 10.º lugar destacam-se Arsène Wenger (Arsenal) e Harry Redknapp (Tottenham), ambos com ordenados de 4,8 milhões de euros.
Apesar de ser o futebol espanhol quem mais paga individualmente, em termos globais quem paga melhor é a Premier League, com cinco técnicos no top-10, conta que só não é superior porque André Villas-Boas foi despedido do Chelsea, onde tinha um salário superior a 5 milhões de euros/ano, e já não foi considerado neste estudo.
No ranking dos 30 treinadores mais abonados, Felipe Scolari é quem mais ganha no mercado fora da Europa, recebendo no Palmeiras 3,6 milhões de euros, mais 100 mil euros do que Diego Maradona no Al-Wasl, nos Emirados Árabes Unidos.
in Expresso - 09/03/2012
Ana Manso demitiu o marido do hospital onde trabalha
Ana Manso, diretora da Unidade Local de Saúde da Guarda, demitiu o marido "em nome da transparência", dois dias depois de ter revelado que este tinha sido nomeado para ser auditor interno da unidade por ela dirigida.
A ex-deputada do PSD tinha nomeado o marido, Ricardo Pires Manso, para auditor interno da Unidade Local de Saúde (ULS) Guarda, dirigida atualmente por Ana Manso. O despacho do conselho de administração foi publicado dia 7 deste mês e de imediato gerou polémica.
Apesar de ter defendido a nomeação, referindo que Ricardo Manso é administrador de carreira, com mais de 30 anos de profissão, através de comunicado, a ex-deputada recuou na decisão e decidiu demitir o marido.
"Para assegurar todos os critérios de transparência que se exigem a uma instituição e a dirigentes de cargos públicos, a designação do administrador hospitalar Francisco Pires Manso como auditor interno da ULS Guarda foi hoje revertida, embora a sua designação tenha cumprido escrupulosamente os requisitos legais", explicou a responsável numa nota, a que o DN teve acesso.
in DN - 09/03/2012
A ex-deputada do PSD tinha nomeado o marido, Ricardo Pires Manso, para auditor interno da Unidade Local de Saúde (ULS) Guarda, dirigida atualmente por Ana Manso. O despacho do conselho de administração foi publicado dia 7 deste mês e de imediato gerou polémica.
Apesar de ter defendido a nomeação, referindo que Ricardo Manso é administrador de carreira, com mais de 30 anos de profissão, através de comunicado, a ex-deputada recuou na decisão e decidiu demitir o marido.
"Para assegurar todos os critérios de transparência que se exigem a uma instituição e a dirigentes de cargos públicos, a designação do administrador hospitalar Francisco Pires Manso como auditor interno da ULS Guarda foi hoje revertida, embora a sua designação tenha cumprido escrupulosamente os requisitos legais", explicou a responsável numa nota, a que o DN teve acesso.
in DN - 09/03/2012
UEFA - Portugal ultrapassa França no quinto lugar
As vitórias do Benfica, na Liga dos Campeões de futebol, e do Sporting, na Liga Europa, permitiram a Portugal ultrapassar a França no quinto lugar do "ranking" da UEFA.
Na terça-feira, os "encarnados" derrotaram o Zenit, por 2-0, na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, garantindo a presença na ronda seguinte, enquanto os "leões" bateram hoje o Manchester City, por 1-0, na primeira mão da mesma fase da Liga Europa.
A França passou a ter apenas um representante nas competições europeias -- o Marselha, que joga na terça-feira com o Inter de Milão --, depois de o Lyon ter sido eliminado pelo APOEL Nicósia, também na "Champions".
Portugal tem neste momento 54.179 pontos, com uma curta vantagem sobre a França (54.011).
O quinto lugar no final da temporada permite ter em 2013/14 três equipas na "Champions" -- duas diretamente na fase de grupos e uma no "play-off" -- e mais três na Liga Europa. A única diferença para o sexto lugar é que o terceiro classificado entrará na terceira pré-eliminatória.
Esta temporada, o Benfica (23.1332) é terceira equipa com melhor coeficiente, apenas batido pelos "gingantes" espanhóis FC Barcelona (27.8856) e Real Madrid (24.8856).
Nesta lista, o Sporting (15.1332) é o segundo melhor conjunto português, na 29. posição, seguido de FC Porto e Sporting de Braga, ambos no 33. lugar, com 12.1332.
in RTP - 08/03/2012
Na terça-feira, os "encarnados" derrotaram o Zenit, por 2-0, na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, garantindo a presença na ronda seguinte, enquanto os "leões" bateram hoje o Manchester City, por 1-0, na primeira mão da mesma fase da Liga Europa.
A França passou a ter apenas um representante nas competições europeias -- o Marselha, que joga na terça-feira com o Inter de Milão --, depois de o Lyon ter sido eliminado pelo APOEL Nicósia, também na "Champions".
Portugal tem neste momento 54.179 pontos, com uma curta vantagem sobre a França (54.011).
O quinto lugar no final da temporada permite ter em 2013/14 três equipas na "Champions" -- duas diretamente na fase de grupos e uma no "play-off" -- e mais três na Liga Europa. A única diferença para o sexto lugar é que o terceiro classificado entrará na terceira pré-eliminatória.
Esta temporada, o Benfica (23.1332) é terceira equipa com melhor coeficiente, apenas batido pelos "gingantes" espanhóis FC Barcelona (27.8856) e Real Madrid (24.8856).
Nesta lista, o Sporting (15.1332) é o segundo melhor conjunto português, na 29. posição, seguido de FC Porto e Sporting de Braga, ambos no 33. lugar, com 12.1332.
in RTP - 08/03/2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Três projectos portugueses ganham 'Edifício do Ano 2011' da ArchDaily
Depois de no ano passado, o site ArchDaily ter premiado três projectos portugueses como edifícios do ano 2010, este ano Portugal volta a conquistar o mesmo número de prémios. Se na edição passada as distinções foram todas para o Porto, este ano o norte volta a estar em destaque. A Capela Árvore da Vida em Braga, a MIMA House em Viana do Castelo e a sede da Associação Fraunhofer no Porto foram as escolhidas pelos leitores do conceituado site.
Os três projectos portugueses estavam entre os 70 candidatos a Edifício do Ano, tendo-se destacado nas categorias de “Arquitectura Religiosa”, “Habitação” e “Interiores”.
A Capela Árvore da Vida, em Braga, foi distinguida na categoria de “Arquitectura Religiosa”. Construída com 20 toneladas de madeira dentro do Seminário Conciliar de Braga, o projecto do ateliê Cerejeira Fontes Arquitectos distinguiu-se pela “simplicidade da sua complexidade”, escreve o site, acrescentando que esta obra prova que os novos estilos arquitectónicos conseguem coexistir com a tradição cristã. A Igreja da Boa Nova, no Estorila, e a Capela de Santa Ana, em Santa Maria da Feira, também estavam nos finalistas.
Na categoria “Habitação”, o prémio foi para o ateliê MIMA Architects, dos arquitectos Mário Sousa e Marta Brandão com a MIMA House, inspirada na tradição japonesa, com grelhas que permitem a instalação de paredes quando necessário. Existem dois modelos de pré-fabricados: o MIMA studio, de 18 metros quadrados, e o MIMA loft, de 36 metros quadrados (o mais comum). Em qualquer uma das opções, é possível personalizar a casa, escolhendo os materiais, acabamentos ou louças. Nesta categoria, estavam ainda nomeados a Casa do Voo dos Pássaros, nos Açores e a Casa em Leiria (Aires Mateus).
A sede da Associação Fraunhofer no Porto, pelo ateliê Pedra Silva Architects, venceu na categoria “Interiores”, sendo o único projecto português finalista aqui. Localizada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), a sede da Fraunhofer é um espaço de investigação com uma área de 1660m² divididos em dois pisos. Neste projecto, o ateliê de arquitectura foi responsável pelo desenho e decoração do espaço, que como se pode ler na sua explicação, “ são espaços, de dimensão e função variada”. “São gerados a partir de um gesto forte que determina todo o funcionamento e imagem do conjunto: um plano que ondula no grande espaço vazio, gerando espaços habitáveis maiores ou menores e mais ou menos privados de trabalho.”
No total, nas 14 categorias premiadas, Portugal somou 14 nomeações, tendo-se distinguido maioritariamente em “Habitação”, “Museus e Bibliotecas” e “Arquitectura religiosa”.
Na categoria de “Museus e Bibliotecas”, eram candidatos A Casa das Histórias da Paula Rego (Cascais), o Museu do Design e da Moda (Lisboa) e o Museu da Vila Velha (Vila Real).
Portugal teve ainda finalistas na categoria de “Arquitectura Desportiva” com a Piscina Municipal de Povoação, nos Açores, e na categoria “Cultural”, com o Centro das Artes de Sines. Os “Espaços Públicos” tiveram um representante (a ponte pedestre da Covilhã) e a “Arquitectura Industrial” contou com uma nomeação (a Herdade do Marmelo).
Na edição do ano passado os três edifícios portugueses premiados foram o edifício da Vodafone no Porto, o bar temporário que representou a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto na Queima das Fitas e a Closet House, de Matosinhos.
O site especializado em arquitectura tem actualmente 200 mil visitas diárias que geraram 350 milhões de pageviews durante o ano passado. O ArchDaily conta com 467 mil amigos no Facebook e 60 mil seguidores no Twitter.
O ArchDaily, criado em 2008, apresenta-se como "o site para arquitectos mais visitado do mundo".
Notícia substituídano dia 8/03 às 10h30: Notícia da Lusa substituída por notícia própria; acrescentadas informações sobre projectos vencedores e finalistas.
in Publico - 08/03/2012
Os três projectos portugueses estavam entre os 70 candidatos a Edifício do Ano, tendo-se destacado nas categorias de “Arquitectura Religiosa”, “Habitação” e “Interiores”.
A Capela Árvore da Vida, em Braga, foi distinguida na categoria de “Arquitectura Religiosa”. Construída com 20 toneladas de madeira dentro do Seminário Conciliar de Braga, o projecto do ateliê Cerejeira Fontes Arquitectos distinguiu-se pela “simplicidade da sua complexidade”, escreve o site, acrescentando que esta obra prova que os novos estilos arquitectónicos conseguem coexistir com a tradição cristã. A Igreja da Boa Nova, no Estorila, e a Capela de Santa Ana, em Santa Maria da Feira, também estavam nos finalistas.
Na categoria “Habitação”, o prémio foi para o ateliê MIMA Architects, dos arquitectos Mário Sousa e Marta Brandão com a MIMA House, inspirada na tradição japonesa, com grelhas que permitem a instalação de paredes quando necessário. Existem dois modelos de pré-fabricados: o MIMA studio, de 18 metros quadrados, e o MIMA loft, de 36 metros quadrados (o mais comum). Em qualquer uma das opções, é possível personalizar a casa, escolhendo os materiais, acabamentos ou louças. Nesta categoria, estavam ainda nomeados a Casa do Voo dos Pássaros, nos Açores e a Casa em Leiria (Aires Mateus).
A sede da Associação Fraunhofer no Porto, pelo ateliê Pedra Silva Architects, venceu na categoria “Interiores”, sendo o único projecto português finalista aqui. Localizada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC), a sede da Fraunhofer é um espaço de investigação com uma área de 1660m² divididos em dois pisos. Neste projecto, o ateliê de arquitectura foi responsável pelo desenho e decoração do espaço, que como se pode ler na sua explicação, “ são espaços, de dimensão e função variada”. “São gerados a partir de um gesto forte que determina todo o funcionamento e imagem do conjunto: um plano que ondula no grande espaço vazio, gerando espaços habitáveis maiores ou menores e mais ou menos privados de trabalho.”
No total, nas 14 categorias premiadas, Portugal somou 14 nomeações, tendo-se distinguido maioritariamente em “Habitação”, “Museus e Bibliotecas” e “Arquitectura religiosa”.
Na categoria de “Museus e Bibliotecas”, eram candidatos A Casa das Histórias da Paula Rego (Cascais), o Museu do Design e da Moda (Lisboa) e o Museu da Vila Velha (Vila Real).
Portugal teve ainda finalistas na categoria de “Arquitectura Desportiva” com a Piscina Municipal de Povoação, nos Açores, e na categoria “Cultural”, com o Centro das Artes de Sines. Os “Espaços Públicos” tiveram um representante (a ponte pedestre da Covilhã) e a “Arquitectura Industrial” contou com uma nomeação (a Herdade do Marmelo).
Na edição do ano passado os três edifícios portugueses premiados foram o edifício da Vodafone no Porto, o bar temporário que representou a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto na Queima das Fitas e a Closet House, de Matosinhos.
O site especializado em arquitectura tem actualmente 200 mil visitas diárias que geraram 350 milhões de pageviews durante o ano passado. O ArchDaily conta com 467 mil amigos no Facebook e 60 mil seguidores no Twitter.
O ArchDaily, criado em 2008, apresenta-se como "o site para arquitectos mais visitado do mundo".
Notícia substituídano dia 8/03 às 10h30: Notícia da Lusa substituída por notícia própria; acrescentadas informações sobre projectos vencedores e finalistas.
in Publico - 08/03/2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Europa: Software luso gere redes de transportes
É
português o software que gere os recursos do Metro de Londres e várias
redes de comboios da Europa do Norte. Criada nos anos 80, a empresa de
inteligência artificial de João Pavão Martins e Ernesto Morgado é
símbolo de inovação e excelência a nível internacional.
Quando pensaram a SISCOG -
Sistemas Cognitivos -, os dois amigos e colegas tinham já o objetivo de
abrir caminho numa área inovadora. Tudo começou em 1980, quando os seus
dois fundadores faziam o doutoramento em Inteligência Artificial (AI)
na Universidade Estadual de Nova Iorque, nos EUA.
"Colegas e amigos já desde
a licenciatura no Instituto Superior Técnico, percebemos nos EUA que a
aplicação dos conhecimentos que estávamos a obter - Inteligência
Artificial - quando aplicados a novos projetos obtinham sempre sucesso"
explica, ao Boas Notícias, João Pavão Martins (na foto).
De regresso a Portugal, os
dois engenheiros estavam decididos a aplicar as técnicas aprendidas lá
fora. Tinham como objetivos "atuar num nicho de mercado, desenvolver
produtos próprios ao invés de prestar serviços e apostar no mercado
internacional". Vinte e cinco anos depois, os mentores podem orgulhar-se
de terem atingido as três metas.
"O que é nacional é bom"
A consolidação da empresa
do mercado português arrancou de forma positiva, graças ao contrato com a
tecnológica Sperry (ex-Unisys), em 1985, para o desenvolvimento de um
sistema pericial.
Outro factor determinante para a consolidação inicial da SISCOG, foi a iniciativa da empresa de criar dois protótipos gratuitos para as duas primeiras empresas que se mostrassem interessadas nesta oferta. Foi assim que a SISCOG desenhou um software de planeamento de turnos de tripulantes para a TAP e um programa de gestão de excedentes de tesouraria para o BNU.
Outro factor determinante para a consolidação inicial da SISCOG, foi a iniciativa da empresa de criar dois protótipos gratuitos para as duas primeiras empresas que se mostrassem interessadas nesta oferta. Foi assim que a SISCOG desenhou um software de planeamento de turnos de tripulantes para a TAP e um programa de gestão de excedentes de tesouraria para o BNU.
João Pavão Martins
acredita que "o protótipo para a TAP acabou por determinar o que viria a
ser a área de atuação da SISCOG": o planeamento e a gestão de recursos
de empresas de transporte, nomeadamente de "pessoal, veículos e
horários".
O caminho não foi fácil
sobretudo porque, em meados dos anos 80, era ainda necessário "convencer
as empresas portuguesas de que a Inteligência Artificial poderia
fornecer soluções informáticas competitivas". João Pavão Martins garante
ainda que foi preciso "lutar contra a tendência dos portugueses
pensarem que o que é nacional não presta e que o que é estrangeiro é
bom".
De Portugal para o Mundo
No plano internacional, o
principal desafio da SISCOG foi o de mostrar "que uma empresa portuguesa
fosse fornecedora de tecnologia inovadora, quando o nosso país estava
conotado internacionalmente como fornecedor de mão-de-obra barata e não
qualificada", diz o CEO.
Hoje, os softwares CREWS
(gestão de pessoas e turnos), e os mais recentes FLEET (planeamento de
material circulante) e ONTIME (planeamento de horários) - os principais
desenvolvidos pela empresa -, atuam com clientes tão importantes quanto o
Metro de Londres e o Metro de Lisboa. Os sistemas organizam também os
caminhos-de-ferro da Finlândia, Noruega, Holanda e Dinamarca (neste
momento os CREWS regem ainda os comboios suburbanos de Copenhaga).
O Metropolitano de
Londres, realça João Pavão Martins, "andava há mais de vinte anos à
procura de uma solução para o planeamento dos seus maquinistas". Em
2005, num concurso público internacional, a SISCOG apresentou um
protótipo de demonstração que provou ao sistema de transportes as
vantagens de adquirir o sistema CREWS da empresa.
O projeto português foi vencedor por mostrar que "resolvia o problema do planeamento dos maquinistas" e também por introduzir "poupanças significativas em relação aos planos produzidos por planeadores humanos", assegura o CEO.
O projeto português foi vencedor por mostrar que "resolvia o problema do planeamento dos maquinistas" e também por introduzir "poupanças significativas em relação aos planos produzidos por planeadores humanos", assegura o CEO.
A SISCOG foi, em 1993, a
primeira empresa portuguesa a exportar software. "Neste momento cerca de
85% do nosso volume de faturação é para o exterior, mas se
considerarmos o total de volume de negócios desde o início da empresa
andamos à volta dos 93%.", assegura o fundador da empresa.
A expansão para outros
países ainda está em curso e há planos para que a área de atuação saia
da Europa, nomeadamente para a China, o Brasil e os Estados Unidos.
O cliente mais antigo está com a empresa há cerca de 20 anos
Os concorrentes mais
diretos da empresa são originários dos EUA, Canadá e Alemanha. As
empresas restantes que atuam na área "não são tão especializadas como a
SISCOG".
É o facto de a empresa se
ter especializado numa área muito concreta que a distingue das suas
competidoras. De acordo com João Pavão Martins esta é "a empresa com
mais experiência no domínio dos caminhos-de-ferro, e com elevadas
capacidades de otimização nesta área".
O fundador destaca ainda
"a qualidade do software" disponibilizado aos clientes, "as capacidades
de otimização com consequência em ganhos efetivos para as empresas, o
"suporte e serviço de manutenção" dado e a "inovação constante" com que
os produtos vão sendo introduzidos.Por estas e outras razões, a SISCOG é um modelo a seguir pelas empresas portuguesas. Graças à sua aposta na excelência, esta "velha" empresa de produtos inovadores tem clientes que estão consigo "há perto de 20 anos", numa prova irrefutável de fidelização.
Clique AQUI para visitar o site oficial da SISCOG.
in BoasNoticias - 28/02/2012
Empresa lusa vence prémio na Alemanha
O concurso envolveu centenas de empresas, incluindo da China, da Índia e do Brasil
A empresa portuguesa Take The Wind recebeu, no início de Março, a mais elevada distinção do prestigiado prémio para empresas com produtos digitais inovadores, o European Seal of e-Excellence Award – Platinum, na categoria de Digital Media.O prémio é da responsabilidade do Forum of e-Excellence and its Partner Associations, tendo sido votado por representantes de 22 países e atribuído durante a CEBIT 2012, em Hannover (Alemanha), um evento de referência a nível internacional dirigido às novas tecnologias.
O produto vencedor é o Vita Salutis, uma plataforma digital que a empresa está a desenvolver e que irá proporcionar aos seus utilizadores "um dia-a-dia mais saudável, combinando indicadores de evolução pessoal com o envolvimento em atividades personalizadas para alcançar hábitos de vida equilibrados e programas específicos de gestão da gravidez, diabetes ou hipertensão”, descreve a empresa em comunicado.
“Estarão agregados ao Vita Salutis um conjunto de serviços de acompanhamento remoto e apoio especializado, em parceria com prestadores de cuidados de saúde de referência em cada geografia”, acrescenta.
Para Pedro Pinto, CEO da Take The Wind, “o prémio é um reconhecimento da qualidade de uma equipa cheia de talento e da nossa capacidade de competir a nível global. Isso não só nos enche de orgulho bem como nos inspira para continuar a trabalhar para mais e melhores resultados na construção de um novo paradigma na saúde.”
Desde 2011, o projeto tem vindo a ser implementado e depurado em diversas empresas e unidades de saúde. A subscrição individual estará disponível a partir de junho de 2012, no site .
A empresa regista já, na sua carteira de clientes, referências internacionais como a Clalit (Israel), a UMC St. Radboud (Holanda) e a Mayo Clinic (Estados Unidos).
A Take The Wind é uma empresa de criação de conteúdos digitais na área da saúde e bem-estar, fundada em 2008 e está sediada no Instituto Pedro Nunes, em Coimbra. Tem uma subsidiária em S. Paulo, Brasil, e exporta para a Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos da América, Holanda e Israel.
Clique AQUI para visitar o site VitaSalutis (ainda em desenvolvimento).
in BoasNoticias - 17/03/2012
terça-feira, 6 de março de 2012
João Medeiros: o português que é editor da "Wired"
Estava para ser cientista, mas foi parar ao jornalismo. Uma saída em Portugal? O empreendedorismo. "Critico quem acha que tem de ter direito de ter emprego no próprio país. É um mercado global"
Afinal, como é que um doutorado em Cosmologia pelo Imperial College, com o diploma de Física e Astronomia pela Universidade de Southampton, chega a editor da secção "Start" da inglesa "Wired", uma das mais importantes revistas de tecnologia e ciência? Foi o que levou o P3 a pegar no telefone e a ligar para Londres. A bem dizer até foi ele que ligou (e depois ainda acrescentou mais umas coisas por e-mail).
Como é a vida de um editor da "Wired"?
É muito boa. Nunca pensei trabalhar aqui. É uma revista nova [a nova versão inglesa foi criada em 2009] com uma equipa nova. Escrevo muito sobre negócios, inovação, design, ciência e tecnologia e a formação científica dá-me uma perspectiva diferente. [Na Start] não seguimos o ciclo noticioso. Aquilo que cobrimos é o que vai ser importante no futuro próximo. O trabalho de editor exige sair da secretária e estabelecer relações com os inovadores. Só saíndo da secretária é que conseguimos ser os primeiros a descobrir as histórias sobre as quais daqui a seis meses, um ano, toda a gente vai estar a falar.
E a vida de um jovem português na Wired?
Sou completamente um “outsider” porque não há muitos estrangeiros, mas nunca me senti excluído. Mandam-me “bocas” sobre futebol e sobre a crise. Depois do doutoramento, tentei fazer jornalismo em Portugal, mas a resposta foi relativamente negativa.
Como é que um cientista se torna jornalista?
Sempre escrevi imenso. O meu objectivo era tornar-me cientista, mas só fazendo o doutoramento é que se tem uma noção do que é fazer pesquisa. Ou uma pessoa é totalmente obcecada por aquilo ou não vale a pena fazer ciência. E eu não era obcecado. Tinha de decidir o que queria fazer e fui para o jornalismo científico porque já tinha escrito, por exemplo, para o DN Jovem e, num concurso de escrita científica da New Scientist, tinha ficado em segundo lugar. Fiz um estágio na Seed, estive um ano e meio numa revista de Física em Bristol. Contactei todas as revistas menos a "Wired". Tinha-a em tal consideração que achei que seria impossível. Mas depois foram eles que me contactaram.
Estás no Reino Unido desde os 18 anos. Como foi começar a fazer jornalismo numa língua que não é a tua?
Não conheço ninguém que esteja no estrangeiro a fazer jornalismo noutra língua. É raro. O Nabokov [escritor russo] disse que escrever em inglês era como atravessar uma floresta às escuras no meio da noite. Tive de esquecer a língua materna e foi uma travessia no deserto porque não se tem pontos de referência.
E agora? O que se segue depois da "Wired"?
Nos EUA há revistas que estão muito mais à frente de qualquer coisa que se faça na Europa. A "New York Magazine", a "Vanity Fair", a "The Atlantic". São revistas que também praticam jornalismo imersivo, histórias de 8, 10, 12 páginas. A "Wired" dá-me espaço para fazer esse tipo de histórias e não há muitas mais que o façam.
Voltar para Portugal está nos teus planos?
Não faria sentido. Teria dificuldade em escrever em Portugal. Eu adoro o meu país, mas acho que não teria uma oferta tão atractiva.
Enquanto observador, como é que tens acompanhado a actual situação de Portugal?
Eu espero que não esteja como na Grécia. Estive aí, recentemente, e vi que uma parte da minha geração está finalmente a emancipar-se do marasmo geral. Há projectos bastante únicos e com sucesso. O principal problema do país é que existe um pessimismo quase militante. A maior parte das pessoas vive muito com o queixume, não sei se será contágio social. A recessão é relativa. É claro que não estou a falar de pessoas com dificuldades, mas não se pode estar à espera que algo aconteça por parte do Governo.
Então, qual seria a solução?
As pessoas têm de se tornar empreendedoras e tomar conta da própria vida. A nova riqueza é criada por pessoas, não pelos Governos. Veja-se Sillicon Valley. A lição é que este mercado digital é perfeitamente global e é no mercado digital que está a nova riqueza. Portugal tem capacidade e tem de começar a pensar em caminhos para sair da crise.
Incentivas quem te pede conselhos a sair?
Eu adoro Portugal e acho que a nossa maneira de ser traz imensas vantagens. Eu tenho uma teoria: os portugueses dão-se muito bem cá fora, mas não se dão bem lá dentro. Acho que as pessoas devem sair, experimentar coisas diferentes, ver como o mundo funciona. Sair dois ou três anos não significa que não se volte. É preciso ter coragem para sair, não critico. Mas critico uma pessoa que acha que tem de ter direito de ter emprego no próprio país. É um mercado global.
in p3.pulico.pt - 05/03/2012
Afinal, como é que um doutorado em Cosmologia pelo Imperial College, com o diploma de Física e Astronomia pela Universidade de Southampton, chega a editor da secção "Start" da inglesa "Wired", uma das mais importantes revistas de tecnologia e ciência? Foi o que levou o P3 a pegar no telefone e a ligar para Londres. A bem dizer até foi ele que ligou (e depois ainda acrescentou mais umas coisas por e-mail).
Como é a vida de um editor da "Wired"?
É muito boa. Nunca pensei trabalhar aqui. É uma revista nova [a nova versão inglesa foi criada em 2009] com uma equipa nova. Escrevo muito sobre negócios, inovação, design, ciência e tecnologia e a formação científica dá-me uma perspectiva diferente. [Na Start] não seguimos o ciclo noticioso. Aquilo que cobrimos é o que vai ser importante no futuro próximo. O trabalho de editor exige sair da secretária e estabelecer relações com os inovadores. Só saíndo da secretária é que conseguimos ser os primeiros a descobrir as histórias sobre as quais daqui a seis meses, um ano, toda a gente vai estar a falar.
E a vida de um jovem português na Wired?
Sou completamente um “outsider” porque não há muitos estrangeiros, mas nunca me senti excluído. Mandam-me “bocas” sobre futebol e sobre a crise. Depois do doutoramento, tentei fazer jornalismo em Portugal, mas a resposta foi relativamente negativa.
Como é que um cientista se torna jornalista?
Sempre escrevi imenso. O meu objectivo era tornar-me cientista, mas só fazendo o doutoramento é que se tem uma noção do que é fazer pesquisa. Ou uma pessoa é totalmente obcecada por aquilo ou não vale a pena fazer ciência. E eu não era obcecado. Tinha de decidir o que queria fazer e fui para o jornalismo científico porque já tinha escrito, por exemplo, para o DN Jovem e, num concurso de escrita científica da New Scientist, tinha ficado em segundo lugar. Fiz um estágio na Seed, estive um ano e meio numa revista de Física em Bristol. Contactei todas as revistas menos a "Wired". Tinha-a em tal consideração que achei que seria impossível. Mas depois foram eles que me contactaram.
Estás no Reino Unido desde os 18 anos. Como foi começar a fazer jornalismo numa língua que não é a tua?
Não conheço ninguém que esteja no estrangeiro a fazer jornalismo noutra língua. É raro. O Nabokov [escritor russo] disse que escrever em inglês era como atravessar uma floresta às escuras no meio da noite. Tive de esquecer a língua materna e foi uma travessia no deserto porque não se tem pontos de referência.
E agora? O que se segue depois da "Wired"?
Nos EUA há revistas que estão muito mais à frente de qualquer coisa que se faça na Europa. A "New York Magazine", a "Vanity Fair", a "The Atlantic". São revistas que também praticam jornalismo imersivo, histórias de 8, 10, 12 páginas. A "Wired" dá-me espaço para fazer esse tipo de histórias e não há muitas mais que o façam.
Voltar para Portugal está nos teus planos?
Não faria sentido. Teria dificuldade em escrever em Portugal. Eu adoro o meu país, mas acho que não teria uma oferta tão atractiva.
Enquanto observador, como é que tens acompanhado a actual situação de Portugal?
Eu espero que não esteja como na Grécia. Estive aí, recentemente, e vi que uma parte da minha geração está finalmente a emancipar-se do marasmo geral. Há projectos bastante únicos e com sucesso. O principal problema do país é que existe um pessimismo quase militante. A maior parte das pessoas vive muito com o queixume, não sei se será contágio social. A recessão é relativa. É claro que não estou a falar de pessoas com dificuldades, mas não se pode estar à espera que algo aconteça por parte do Governo.
Então, qual seria a solução?
As pessoas têm de se tornar empreendedoras e tomar conta da própria vida. A nova riqueza é criada por pessoas, não pelos Governos. Veja-se Sillicon Valley. A lição é que este mercado digital é perfeitamente global e é no mercado digital que está a nova riqueza. Portugal tem capacidade e tem de começar a pensar em caminhos para sair da crise.
Incentivas quem te pede conselhos a sair?
Eu adoro Portugal e acho que a nossa maneira de ser traz imensas vantagens. Eu tenho uma teoria: os portugueses dão-se muito bem cá fora, mas não se dão bem lá dentro. Acho que as pessoas devem sair, experimentar coisas diferentes, ver como o mundo funciona. Sair dois ou três anos não significa que não se volte. É preciso ter coragem para sair, não critico. Mas critico uma pessoa que acha que tem de ter direito de ter emprego no próprio país. É um mercado global.
in p3.pulico.pt - 05/03/2012
Portugueses criam portal de estágios (pagos) no Reino Unido
Internwise tem cerca de mil anúncios e oito mil candidatos activos. Estágios podem ser a alavanca para a entrada no mundo de trabalho londrino
A ideia andava na cabeça de Rui Zamith desde 2008, quando terminou o curso de Informática de Gestão na Universidade Portucalense, no Porto, e iniciou uma (difícil) busca de trabalho em Londres: criar uma plataforma que ajudasse as pessoas a encontrar emprego.
“Recordo-me que, na altura, não tive muita facilidade; tive de procurar directamente nas empresas, apesar de já existirem sites que agregassem essa informação”, conta o jovem de 28 anos. No final de 2010, Rui Zamith e Nuno Dhiren criavam, no Reino Unido, o Internwise, um portal que junta anúncios de empresas inglesas e currículos de candidatos de todo o mundo.
O site oferece estágios, sempre remunerados (“apesar de muitas vezes serem apenas ajudas de custo”), que pretendem funcionar como uma porta de entrada no mercado de trabalho. Há, neste momento, cerca de oito mil candidatos e mil anúncios activos, sobretudo nas áreas de design, comunicação, marketing e business.
O primeiro passo
“Estamos a falar do primeiro passo profissional - ou do segundo, para quem já fez um estágio aí, por exemplo, – e não há necessidade de envolver agências, até porque as agências acabam por criar burocracia e não ser úteis”, acredita Rui Zamith, que conversou com o P3 a partir de Londres.
Aquilo que este portal oferece é um “contacto directo”, explica Zamith: “O email cai na caixa de correio da própria empresa. Temos relatos de casos em que em dois ou três dias a pessoa está a começar [a trabalhar]; é bom para ambas as partes, para a própria empresa é prático e rápido contratar um estagiário”.
O que Zamith e Nuno Dhiren fazem “não é um serviço de agência, é a ponte” entre empresas e potenciais trabalhadores. O Internwise funciona como uma comunidade, onde os candidatos se registam, criam um perfil e colocam o CV e onde empresas colocam anúncios, que os dois portugueses espalham depois por diversas plataformas, de forma a proporcionar-lhes a maior visibilidade possível.
Quase tudo é gratuito
O trabalho deles consiste sobretudo na divulgação, moderação dos artigos, comunicação com as pessoas e contacto com empresas, para que estas anunciem no Internwise. O serviço é gratuito – para empresas e candidatos –, mas os empregadores podem contratar um serviço extra pago que dá mais visibilidade ao anúncio ou envia newsletters directamente para os candidatos.
A maioria dos utilizadores desta rede não está em Portugal. Mas Rui Zamith, que trabalha como gestor de comunicação na empresa PokerStars, em Londres, acredita que o baixo número de candidatos nacionais se deve à falta de conhecimento do serviço. Ingleses e cidadãos de países à volta são, para já, os que mais utilizam este portal.
Mesmo em Londres, um dos “centros europeus de negócios online”, Rui e Nuno não conseguem viver exclusivamente do Internwise. O objectivo é fazer crescer o portal e conseguir autonomia financeira com ele. Mas os dois jovens estão dispostos a arcar com a pouca rentabilidade do projecto: “Sentimos que, pelo menos, estamos a ajudar outras pessoas a arranjar emprego. Isso é um grande reconforto”.
in p3.pulico.pt - 05/03/2012
A ideia andava na cabeça de Rui Zamith desde 2008, quando terminou o curso de Informática de Gestão na Universidade Portucalense, no Porto, e iniciou uma (difícil) busca de trabalho em Londres: criar uma plataforma que ajudasse as pessoas a encontrar emprego.
“Recordo-me que, na altura, não tive muita facilidade; tive de procurar directamente nas empresas, apesar de já existirem sites que agregassem essa informação”, conta o jovem de 28 anos. No final de 2010, Rui Zamith e Nuno Dhiren criavam, no Reino Unido, o Internwise, um portal que junta anúncios de empresas inglesas e currículos de candidatos de todo o mundo.
O site oferece estágios, sempre remunerados (“apesar de muitas vezes serem apenas ajudas de custo”), que pretendem funcionar como uma porta de entrada no mercado de trabalho. Há, neste momento, cerca de oito mil candidatos e mil anúncios activos, sobretudo nas áreas de design, comunicação, marketing e business.
O primeiro passo
“Estamos a falar do primeiro passo profissional - ou do segundo, para quem já fez um estágio aí, por exemplo, – e não há necessidade de envolver agências, até porque as agências acabam por criar burocracia e não ser úteis”, acredita Rui Zamith, que conversou com o P3 a partir de Londres.
Aquilo que este portal oferece é um “contacto directo”, explica Zamith: “O email cai na caixa de correio da própria empresa. Temos relatos de casos em que em dois ou três dias a pessoa está a começar [a trabalhar]; é bom para ambas as partes, para a própria empresa é prático e rápido contratar um estagiário”.
O que Zamith e Nuno Dhiren fazem “não é um serviço de agência, é a ponte” entre empresas e potenciais trabalhadores. O Internwise funciona como uma comunidade, onde os candidatos se registam, criam um perfil e colocam o CV e onde empresas colocam anúncios, que os dois portugueses espalham depois por diversas plataformas, de forma a proporcionar-lhes a maior visibilidade possível.
Quase tudo é gratuito
O trabalho deles consiste sobretudo na divulgação, moderação dos artigos, comunicação com as pessoas e contacto com empresas, para que estas anunciem no Internwise. O serviço é gratuito – para empresas e candidatos –, mas os empregadores podem contratar um serviço extra pago que dá mais visibilidade ao anúncio ou envia newsletters directamente para os candidatos.
A maioria dos utilizadores desta rede não está em Portugal. Mas Rui Zamith, que trabalha como gestor de comunicação na empresa PokerStars, em Londres, acredita que o baixo número de candidatos nacionais se deve à falta de conhecimento do serviço. Ingleses e cidadãos de países à volta são, para já, os que mais utilizam este portal.
Mesmo em Londres, um dos “centros europeus de negócios online”, Rui e Nuno não conseguem viver exclusivamente do Internwise. O objectivo é fazer crescer o portal e conseguir autonomia financeira com ele. Mas os dois jovens estão dispostos a arcar com a pouca rentabilidade do projecto: “Sentimos que, pelo menos, estamos a ajudar outras pessoas a arranjar emprego. Isso é um grande reconforto”.
in p3.pulico.pt - 05/03/2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
mf24: Jovens promovem luta contra desemprego
Um grupo de jovens decidiu pôr mãos à obra no combate ao desemprego e,
com um ciclo de conferências pelo país, pretende “abanar consciências”
para mostrar que “é possível ser empreendedor” e “posicionar os
desempregados para outra atitude”.
O desafio foi lançado, em fevereiro, na rede social Facebook, na
sequência de um debate televisivo sobre o desemprego em Portugal e foi
de imediato aceite por um grupo de jovens.
Com a denominação Movimento mf24, o projeto passa por realizar
conferências de 24 horas em Coimbra, Porto, Tomar, Lisboa e Faro,
destinadas a desempregados, estudantes e empreendedores.
Para cada uma das conferências serão convidados empresários, empreendedores e outros especialistas, sendo que o "movimento não está fechado" e poderá estender-se a mais cidades.
Simão Soares, de 25 anos, agarrou o desafio e, em declarações à Lusa, disse não ter dúvida nenhuma de que estas conferências "vão gerar emprego, de forma direta e indireta".
Para cada uma das conferências serão convidados empresários, empreendedores e outros especialistas, sendo que o "movimento não está fechado" e poderá estender-se a mais cidades.
Simão Soares, de 25 anos, agarrou o desafio e, em declarações à Lusa, disse não ter dúvida nenhuma de que estas conferências "vão gerar emprego, de forma direta e indireta".
A criação de postos de trabalho como consequência de contactos mantidos
nas conferências, bem como a criação de sinergias entre empreendedores e
a inspiração para iniciativas que contribuam para o desenvolvimento
económico do negócio local através do empreendedorismo são os objetivos
definidos pelo movimento.
A primeira cidade a acolher a iniciativa é Coimbra. No dia 30 deste
mês o auditório do Instituto Superior de Engenharia (ISEC) é palco de 24
horas de discussão, troca de experiências entre empreendedores,
empresários e jovens dispostos a "fazer mais" por eles.
Clique AQUI para conhecer o programa da primeira conferência.
Clique AQUI para conhecer o programa da primeira conferência.
in BoasNotícias - 05/03/2012
Campanha "Portuguese Shoes" nas bocas do mundo
A campanha de comunicação internacional do calçado português "Portuguese Shoes" está a fazer sucesso junto dos media estrangeiros. Sob a assinatura “The Sexiest Industry in Europe” (a indústria mais sexy da Europa), a campanha é referida como estando ao nível de marcas como a Armani ou a Versace.
Assumidamente “ousada” e “provocadora”, a campanha procura “potenciar o extenso plano de promoção externa do setor” industrial do calçado. Tem sido feita, por isso, uma aposta na publicação da publicidade em revistas de moda prestigiadas, como é o caso da Vogue.
“Portuguese Shoes” surgiu de uma iniciativa da APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos) e contou com o apoio do Programa Compete.
Segundo a APPICAPS, os quatro objetivos fundamentais são: “consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos”, “diversificar o destino das exportações”, “abordar novos mercados” e “possibilitar que novas empresas iniciem o processo de internacionalização”.
Estima-se que 90% da produção de calçado português seja exportada, o que equivale a 1300 milhões de euros mensais. O calçado português chega a 132 países distintos, nos cinco continentes.
Clique AQUI para aceder à página oficial da campanha.
in BoasNoticias - 05/03/2012
Assumidamente “ousada” e “provocadora”, a campanha procura “potenciar o extenso plano de promoção externa do setor” industrial do calçado. Tem sido feita, por isso, uma aposta na publicação da publicidade em revistas de moda prestigiadas, como é o caso da Vogue.
“Portuguese Shoes” surgiu de uma iniciativa da APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos) e contou com o apoio do Programa Compete.
Segundo a APPICAPS, os quatro objetivos fundamentais são: “consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos”, “diversificar o destino das exportações”, “abordar novos mercados” e “possibilitar que novas empresas iniciem o processo de internacionalização”.
Estima-se que 90% da produção de calçado português seja exportada, o que equivale a 1300 milhões de euros mensais. O calçado português chega a 132 países distintos, nos cinco continentes.
Clique AQUI para aceder à página oficial da campanha.
in BoasNoticias - 05/03/2012
Teste inovador para deteção precoce do cancro do colo do útero
As mulheres portuguesas vão passar a ter uma maneira mais rápida que a tradicional para detetar o cancro do colo do útero. Este é um teste inovador, mais rápido, mais simples e seguro.
Este teste recorre ao ADN para detetar o cancro do colo do útero, bem diferente do conhecido Papanicolau. Os criadores deste teste dizem que a auto colheita é simples de fazer.
Depois de enviada para o laboratório a colheita é analisada em cinco dias. De venda livre por agora apenas em laboratórios de análises clínicas e a um preço de 89 euros este teste, tal como a citologia é recomendado para as mulheres acima dos 30 anos.
O cancro do colo do útero é o mais frequente no sexo feminino a nível mundial.
in TSF - 05/03/2012
Este teste recorre ao ADN para detetar o cancro do colo do útero, bem diferente do conhecido Papanicolau. Os criadores deste teste dizem que a auto colheita é simples de fazer.
Depois de enviada para o laboratório a colheita é analisada em cinco dias. De venda livre por agora apenas em laboratórios de análises clínicas e a um preço de 89 euros este teste, tal como a citologia é recomendado para as mulheres acima dos 30 anos.
O cancro do colo do útero é o mais frequente no sexo feminino a nível mundial.
in TSF - 05/03/2012
domingo, 4 de março de 2012
Vídeo de «amor a Lisboa» é sucesso viral na net
“What do you love about Lisbon?” são cerca de quatro minutos sobre o melhor de Lisboa, um vídeo que é um postal animado. Criado para promover uma marca alfacinha, é já um êxito viral.
Em apenas dez dias, cerca de 37 mil pessoas já viram o vídeo "What do you love about Lisbon?" (o que amas em Lisboa?), nascido de uma pergunta lançada pela Lisbon Lovers e reproduzida pelo realizador Rui Quinta um pouco por toda a cidade.
Com giz e uma placa de ardósia, o realizador foi pedindo às pessoas que escrevessem o que mais gostam na capital. Pastéis de nata, a Baixa, o sol, as pessoas, a calçada ou o Castelo de São Jorge - as respostas são as mais variadas e resultam num vídeo que já se tornou viral na internet.
São 4 minutos e 13 segundos acompanhados pela música "Pra quem quer", de Márcia, e por imagens de alguns dos locais mais emblemáticos da cidade. O resultado é um vídeo que é uma espécie de postal animado.
Rui Quinta, o realizador, explica o objectivo no seu site: a ideia era "fazer um vídeo como um postal, onde basicamente se mostrasse aquilo que mais gostamos em relação à bonita cidade de Lisboa. Depois disso, foi apenas diversão".
A Lisbon Lovers comercializa serviços de "merchandising", promoção de eventos e trabalha na divulgação da capital portuguesa.
VER VÍDEO AQUI!
in fugas.publico.pt - 01/03/2012
Em apenas dez dias, cerca de 37 mil pessoas já viram o vídeo "What do you love about Lisbon?" (o que amas em Lisboa?), nascido de uma pergunta lançada pela Lisbon Lovers e reproduzida pelo realizador Rui Quinta um pouco por toda a cidade.
Com giz e uma placa de ardósia, o realizador foi pedindo às pessoas que escrevessem o que mais gostam na capital. Pastéis de nata, a Baixa, o sol, as pessoas, a calçada ou o Castelo de São Jorge - as respostas são as mais variadas e resultam num vídeo que já se tornou viral na internet.
São 4 minutos e 13 segundos acompanhados pela música "Pra quem quer", de Márcia, e por imagens de alguns dos locais mais emblemáticos da cidade. O resultado é um vídeo que é uma espécie de postal animado.
Rui Quinta, o realizador, explica o objectivo no seu site: a ideia era "fazer um vídeo como um postal, onde basicamente se mostrasse aquilo que mais gostamos em relação à bonita cidade de Lisboa. Depois disso, foi apenas diversão".
A Lisbon Lovers comercializa serviços de "merchandising", promoção de eventos e trabalha na divulgação da capital portuguesa.
VER VÍDEO AQUI!
in fugas.publico.pt - 01/03/2012
sábado, 3 de março de 2012
Ilustradora portuguesa recebe prémio internacional
A ilustradora científica portuguesa Lúcia Antunes venceu o Prémio do Público do concurso internacional Il.lustra Ciència. O prémio, que distingue os melhores trabalhos de ilustração na área da ciência, foi promovido pela Associação Catalã de Comunicação Científica (ACCC).
O trabalho da portuguesa foi o mais aclamado pelo público, numa votação que terminou no dia 29 de Fevereiro. Com esta nomeação, Lúcia Antunes vai receber uma quantia de 200 euros e um diploma de participação.
Alguma das obras da ilustradora poderá ainda ser selecionada pela ACCC para fazer parte de uma exposição coletiva na Biblioteca Sagrada Família, de Barcelona.
Lúcia Antunes é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e está a terminar um mestrado em Ilustração Científica no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.
Como o Boas Notícias já tinha noticiado, a ilustradora recebeu também, recentemente, a confirmação de que os seus trabalhos vão ser expostos no New York State Museum (em Nova Iorque, Estados Unidos) na 12ª edição da exposição Focus on Nature, que decorre de 28 de Abril a 13 de Dezembro de 2012.
O trabalho final de mestrado a portuguesa consiste num Guia dos Morcegos em Portugal continental e Insular, totalmente ilustrado. No concurso Il.lustra Ciència, foram ilustrações deste trabalho que lhe valeram o reconhecimento do público.
Os restantes vencedores do concurso, patrocinado pelo Departamento Catalão de Economia e Conhecimento, ainda não foram divulgados.
Clique AQUI para conhecer o trabalho de ilustração de Lúcia Antunes e AQUI para conhecer o seu trabalho na área do design. O blog oficial do concurso Il.lustra Ciència pode ser consultado AQUI.
in BoasNoticias - 03/03/2012
O trabalho da portuguesa foi o mais aclamado pelo público, numa votação que terminou no dia 29 de Fevereiro. Com esta nomeação, Lúcia Antunes vai receber uma quantia de 200 euros e um diploma de participação.
Alguma das obras da ilustradora poderá ainda ser selecionada pela ACCC para fazer parte de uma exposição coletiva na Biblioteca Sagrada Família, de Barcelona.
Lúcia Antunes é licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e está a terminar um mestrado em Ilustração Científica no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.
Como o Boas Notícias já tinha noticiado, a ilustradora recebeu também, recentemente, a confirmação de que os seus trabalhos vão ser expostos no New York State Museum (em Nova Iorque, Estados Unidos) na 12ª edição da exposição Focus on Nature, que decorre de 28 de Abril a 13 de Dezembro de 2012.
O trabalho final de mestrado a portuguesa consiste num Guia dos Morcegos em Portugal continental e Insular, totalmente ilustrado. No concurso Il.lustra Ciència, foram ilustrações deste trabalho que lhe valeram o reconhecimento do público.
Os restantes vencedores do concurso, patrocinado pelo Departamento Catalão de Economia e Conhecimento, ainda não foram divulgados.
Clique AQUI para conhecer o trabalho de ilustração de Lúcia Antunes e AQUI para conhecer o seu trabalho na área do design. O blog oficial do concurso Il.lustra Ciència pode ser consultado AQUI.
in BoasNoticias - 03/03/2012
Gorila volta a atacar
As pastilhas Gorila, símbolo que marcou a juventude de muitos portugueses, estão de volta com várias novidades. Dentro da embalagem ainda existem os icónicos cromos com a mascote, mas a imagem da marca foi renovada, há novos sabores e a pastilha é mais suave.
Com esta estratégia, a empresa portuguesa Lusiteca, detentora das marcas Gorila e Penha, espera voltar a seduzir os consumidores e conseguir duplicar o volume de negócios num período de quatro anos.
Em declarações ao Boas Notícias, um porta--voz da empresa explicou que além dos sabores tradicionais, agora "mais prolongados", vão estar disponíveis, nos postos de venda, pastilhas com novos sabores: Maracujá, Tropicool (frutos tropicais) e Cola e Limão.
Os conhecidos cromos - que também fazem parte da imagem característica da marca portuguesa - surgem agora com uma nova coleção que habilita o consumidor a ganhar prémios, num concurso que termina a 31 de Maio.
Questionada pelo Boas Notícias sobre o clássico produto Super Gorila [pastilhas de tamanho maior que foram descontinuadas], a marca promete aparecer com novidades na época da Primavera/Verão.
Também a marca dos caramelos de fruta e leite Penha foi apresentada com identidade renovada, agora com a assinatura “Os autênticos”.
A fábrica tem a ambição de “crescer e em quatro anos duplicar o volume de negócios da empresa, atualmente nos 10 milhões de euros”. A Lusiteca tem ainda a intenção de aumentar a exportação para mercados do Médio Oriente, Ásia, Norte da Europa e África.
Os processos de "rebranding" das marcas e a modernização das estratégias de comunicação estão a cargo da agência de publicidade BAR.
in BoasNoticias - 02/03/2012
Com esta estratégia, a empresa portuguesa Lusiteca, detentora das marcas Gorila e Penha, espera voltar a seduzir os consumidores e conseguir duplicar o volume de negócios num período de quatro anos.
Em declarações ao Boas Notícias, um porta--voz da empresa explicou que além dos sabores tradicionais, agora "mais prolongados", vão estar disponíveis, nos postos de venda, pastilhas com novos sabores: Maracujá, Tropicool (frutos tropicais) e Cola e Limão.
Os conhecidos cromos - que também fazem parte da imagem característica da marca portuguesa - surgem agora com uma nova coleção que habilita o consumidor a ganhar prémios, num concurso que termina a 31 de Maio.
Questionada pelo Boas Notícias sobre o clássico produto Super Gorila [pastilhas de tamanho maior que foram descontinuadas], a marca promete aparecer com novidades na época da Primavera/Verão.
Também a marca dos caramelos de fruta e leite Penha foi apresentada com identidade renovada, agora com a assinatura “Os autênticos”.
A fábrica tem a ambição de “crescer e em quatro anos duplicar o volume de negócios da empresa, atualmente nos 10 milhões de euros”. A Lusiteca tem ainda a intenção de aumentar a exportação para mercados do Médio Oriente, Ásia, Norte da Europa e África.
Os processos de "rebranding" das marcas e a modernização das estratégias de comunicação estão a cargo da agência de publicidade BAR.
in BoasNoticias - 02/03/2012
Alemanha: Vinhos lusos arrebatam 81 medalhas
O concurso "Berliner Wein Trophy 2012", organizado no fim de Fevereiro na capital alemã, resultou na atribuição de 81 medalhas a vinhos nacionais. Um vinho produzido em Ourém conquistou a grande medalha de ouro, prémio conseguido por apenas 13 dos candidatos.
De entre os premiados nacionais contam-se 48 medalhas de ouro e 32 medalhas de prata, de entre um total de 1316 vencedores. O Cepa Pura Reserva tinto 2010, produzido em Ourém, recebeu a grande medalha de ouro. Os restantes receberam medalhas de bronze.
O Berlin Wine Trophy é organizado pela quarta vez desde 2004, sob o patronato da Organização Internacional das Vinhas e do Vinho (OIV), e contou com a presença de provadores de vinho profissionais.
Este ano a atribuição dos prémios foi levada a cabo durante a 19ª edição da Feira de Vinhos de Berlim "Weinmesse Berlim", que decorreu entre 24 e 26 de Fevereiro.
Vinhos lusos biológicos premiados em Nuremberga
Berlim não foi a única cidade alemã a premiar a qualidade dos vinhos portugueses. Durante a "BioFach 2012" - uma das mais prestigiadas feiras de produtos alimentares biológicos europeus -, que decorreu em Nuremberga, os produtos portugueses venceram três prémios do concurso internacional de vinhos biológicos "Mundus Biofach 2012".
A atribuição dos galardões, que teve lugar entre 15 e 18 de Fevereiro, contou com a participação de 600 vinhos, dos quais 200 foram reconhecidos.
in BoasNoticias - 02/03/2012
De entre os premiados nacionais contam-se 48 medalhas de ouro e 32 medalhas de prata, de entre um total de 1316 vencedores. O Cepa Pura Reserva tinto 2010, produzido em Ourém, recebeu a grande medalha de ouro. Os restantes receberam medalhas de bronze.
O Berlin Wine Trophy é organizado pela quarta vez desde 2004, sob o patronato da Organização Internacional das Vinhas e do Vinho (OIV), e contou com a presença de provadores de vinho profissionais.
Este ano a atribuição dos prémios foi levada a cabo durante a 19ª edição da Feira de Vinhos de Berlim "Weinmesse Berlim", que decorreu entre 24 e 26 de Fevereiro.
Vinhos lusos biológicos premiados em Nuremberga
Berlim não foi a única cidade alemã a premiar a qualidade dos vinhos portugueses. Durante a "BioFach 2012" - uma das mais prestigiadas feiras de produtos alimentares biológicos europeus -, que decorreu em Nuremberga, os produtos portugueses venceram três prémios do concurso internacional de vinhos biológicos "Mundus Biofach 2012".
A atribuição dos galardões, que teve lugar entre 15 e 18 de Fevereiro, contou com a participação de 600 vinhos, dos quais 200 foram reconhecidos.
in BoasNoticias - 02/03/2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Portugueses continuam a confiar em marcas nacionais
Os portugueses são consumidores fiéis às marcas nacionais. Esta é uma das conclusões do estudo "Marcas de Confiança 2012" da Selecções do Reader's Digest, confirmando a tendência verificada em 2011, de preferência pelos selos portugueses.
Os resultados do estudo, realizado pelo 12º ano consecutivo, mostram que a confiança em marcas nacionais se mantém forte. Selos como a Sagres (61% da confiança na categoria Cervejas), a Galp (57% nas Gasolineiras), a Caixa Geral de Depósitos (35% na Banca), a RFM (31% em Estação de Rádio) ou a RTP (27% em Canal de Televisão) obtiveram as classificações mais altas nas suas categorias.
No topo da escolha dos portugueses, com as classificações mais elevadas estão o óleo Fula (78% na categoria Óleos Alimentares; marca portuguesa), a Skip (70% nos Detergentes para a Roupa), a Delta (68% nos Cafés; marca portuguesa), a Abreu (68% em Agência de Viagem; marca portuguesa), a Centrum e a Dulcolax (62% nos Laxantes).
Continente, Delta, Sapo e TMN são outras marcas que continuam a conquistar a confiança dos consumidores, mesmo em tempos difíceis.
A EDP foi a marca mais recente a integrar o “Top 40”, e foi eleita pela primeira vez na categoria Empresas de Serviço Público, lugar que disputou com os CTT.
O estudo da Selecções do Reader’s Digest é realizado em 15 países europeus e avalia os níveis de confiança dos consumidores nas marcas divididas em 40 categorias.
Nesta 12.ª edição foram incluídas três novas categorias – Molhos, Temperos e Condimentos (Maggi teve 23%), Produtos de Cuidados e Higiene do Bebé (Johnson's Baby conseguiu 30%) e Restauração (a McDonalds teve 39%) – e recuperada a de Canal de Televisão.
Em Portugal, este estudo foi realizado através de questionário postal endereçado a cerca de 12 mil assinantes da revista Selecções do Reader’s Digest.
in BoasNoticias - 01/03/2012
Os resultados do estudo, realizado pelo 12º ano consecutivo, mostram que a confiança em marcas nacionais se mantém forte. Selos como a Sagres (61% da confiança na categoria Cervejas), a Galp (57% nas Gasolineiras), a Caixa Geral de Depósitos (35% na Banca), a RFM (31% em Estação de Rádio) ou a RTP (27% em Canal de Televisão) obtiveram as classificações mais altas nas suas categorias.
No topo da escolha dos portugueses, com as classificações mais elevadas estão o óleo Fula (78% na categoria Óleos Alimentares; marca portuguesa), a Skip (70% nos Detergentes para a Roupa), a Delta (68% nos Cafés; marca portuguesa), a Abreu (68% em Agência de Viagem; marca portuguesa), a Centrum e a Dulcolax (62% nos Laxantes).
Continente, Delta, Sapo e TMN são outras marcas que continuam a conquistar a confiança dos consumidores, mesmo em tempos difíceis.
A EDP foi a marca mais recente a integrar o “Top 40”, e foi eleita pela primeira vez na categoria Empresas de Serviço Público, lugar que disputou com os CTT.
O estudo da Selecções do Reader’s Digest é realizado em 15 países europeus e avalia os níveis de confiança dos consumidores nas marcas divididas em 40 categorias.
Nesta 12.ª edição foram incluídas três novas categorias – Molhos, Temperos e Condimentos (Maggi teve 23%), Produtos de Cuidados e Higiene do Bebé (Johnson's Baby conseguiu 30%) e Restauração (a McDonalds teve 39%) – e recuperada a de Canal de Televisão.
Em Portugal, este estudo foi realizado através de questionário postal endereçado a cerca de 12 mil assinantes da revista Selecções do Reader’s Digest.
in BoasNoticias - 01/03/2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Estas bicicletas são acessórios de moda
Há muito que a bicicleta deixou de ser um mero veículo de transporte. Na DryDrill são verdadeiros acessórios de moda: minimalistas, coloridas e totalmente personalizáveis.
A cor, aqui, é o factor-chave. Henrique Pinho, 41 anos, vende bicicletas como se de um acessório de moda se tratasse. Em 2012 lançou a DryDrill, uma empresa sediada na Rua Oliveira Monteiro, no Porto, que personaliza bicicletas Fixie. Mas, atenção: só vende o quadro e as duas rodas. O resto fica por tua conta.
Licenciado em arquitectura, Henrique foi desenvolvendo projectos, nomeadamente no desenho das lojas Salsa, Style Outlet (Vila do Conde) e Tiffosi e não tem dúvidas que foi esse “know-how” que lhe permitiu trilhar o seu próprio caminho no mundo dos negócios
“Portuense de gema”, diz, Henrique considera-se um cidadão do mundo. As viagens que sempre se habituou a fazer permitiram-lhe reparar em modelos especiais, sobretudo em Berlim e Londres. Nestas cidades, as bicicletas combinavam com a roupa dos donos tal como o sol combina com as Maldivas. Ou a neve com o Monte Branco. Pareceu-lhe, pois, a simbiose perfeita.
Uma bicla para todos os gostos
A DryDrill funciona única e exclusivamente online, pelo que as encomendas têm de ser feitas no site da DryDrill. Aí é possível personalizar toda a bicicleta, desde a forqueta à corrente. Há 12 cores disponíveis e o resultado final do novo “brinquedo” fica imediatamente à vista.
Porém, Henrique só fornece apenas dois elementos - as rodas e o quadro -, tendo os interessados de prosseguir a compra noutros locais como, por exemplo, na Velo Culture, em Matosinhos, onde fazem a curadoria das restantes peças e o serviço de montagem.
Contra a massificação
Uma bicla DryDrill, ainda assim, não é para todos. O quadro e as duas rodas custam cerca de 680 euros, sendo que a compra dos outros elementos, de acordo com a vontade de cada um, poderão perfazer um total de 1300 euros. Mas Henrique garante que “são bicicletas para um nicho de mercado, não são para as massas” É mais ou menos como um relógio: “Todos dão horas, mas é diferente vê-las num Casio ou num Rolex.”
A encomenda é entregue em qualquer morada europeia no prazo máximo de duas semanas e é o próprio Henrique quem se certifica que o produto chega “em condições”, como se fosse para ele.
O objectivo último é chegar à Europa. E mesmo que o projecto não resulte – coisa que não acredita – Henrique ressalva que “não tentar ter sucesso é pior do que falhar”.
in p3.publico.pt - 26/02/2012
A cor, aqui, é o factor-chave. Henrique Pinho, 41 anos, vende bicicletas como se de um acessório de moda se tratasse. Em 2012 lançou a DryDrill, uma empresa sediada na Rua Oliveira Monteiro, no Porto, que personaliza bicicletas Fixie. Mas, atenção: só vende o quadro e as duas rodas. O resto fica por tua conta.
Licenciado em arquitectura, Henrique foi desenvolvendo projectos, nomeadamente no desenho das lojas Salsa, Style Outlet (Vila do Conde) e Tiffosi e não tem dúvidas que foi esse “know-how” que lhe permitiu trilhar o seu próprio caminho no mundo dos negócios
“Portuense de gema”, diz, Henrique considera-se um cidadão do mundo. As viagens que sempre se habituou a fazer permitiram-lhe reparar em modelos especiais, sobretudo em Berlim e Londres. Nestas cidades, as bicicletas combinavam com a roupa dos donos tal como o sol combina com as Maldivas. Ou a neve com o Monte Branco. Pareceu-lhe, pois, a simbiose perfeita.
Uma bicla para todos os gostos
A DryDrill funciona única e exclusivamente online, pelo que as encomendas têm de ser feitas no site da DryDrill. Aí é possível personalizar toda a bicicleta, desde a forqueta à corrente. Há 12 cores disponíveis e o resultado final do novo “brinquedo” fica imediatamente à vista.
Porém, Henrique só fornece apenas dois elementos - as rodas e o quadro -, tendo os interessados de prosseguir a compra noutros locais como, por exemplo, na Velo Culture, em Matosinhos, onde fazem a curadoria das restantes peças e o serviço de montagem.
Contra a massificação
Uma bicla DryDrill, ainda assim, não é para todos. O quadro e as duas rodas custam cerca de 680 euros, sendo que a compra dos outros elementos, de acordo com a vontade de cada um, poderão perfazer um total de 1300 euros. Mas Henrique garante que “são bicicletas para um nicho de mercado, não são para as massas” É mais ou menos como um relógio: “Todos dão horas, mas é diferente vê-las num Casio ou num Rolex.”
A encomenda é entregue em qualquer morada europeia no prazo máximo de duas semanas e é o próprio Henrique quem se certifica que o produto chega “em condições”, como se fosse para ele.
O objectivo último é chegar à Europa. E mesmo que o projecto não resulte – coisa que não acredita – Henrique ressalva que “não tentar ter sucesso é pior do que falhar”.
in p3.publico.pt - 26/02/2012
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